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9 Junho, 5ª-feira - 16º Aniversário do Cineclube e o filme: A Cidade dos Mortos


Título original: A Cidade dos Mortos

De: Sérgio Tréfaut


Género: Documentário
Classificação: M/12
Origem: POR/ESP
Ano: 2009
Cores, 62 min
Site


A Cidade dos Mortos, no Cairo, é a maior necrópole do mundo.
Um milhão de pessoas vive dentro do cemitério – em casas tumulares ou nos edifícios que cresceram em redor. Dentro do cemitério há de tudo: padarias, cafés, escolas para as crianças, teatros de fantoches...
A Cidade dos Mortos estende-se por mais de dez quilómetros ao longo de uma auto-estrada, mas não deixa de ser uma aldeia, com mães à caça de um bom partido para as filhas, rapazes a correr atrás das raparigas, disputas entre vizinhos.
Preparado e rodado ao longo de cinco anos (2004-2009), este filme procura dar a ver a alma invisível do cemitério.


Dados biográficos
Sérgio Tréfaut nasceu no Brasil em 1965, filho de pai português e de mãe francesa. Estudou filosofia na Sorbonne (Paris I) e começou a sua vida profissional em Lisboa, nos anos 90, como jornalista e assistente de autores como Teresa Villaverde, José Álvaro de Moraes e António Campos.
Desde há 15 anos é produtor e realizador. Os seus documentários foram exibidos em mais de 30 países e receberam diversos prémios internacionais. Destacam-se Outro País (1999), Fleurette (2002), Lisboetas (2005) e A Cidade dos Mortos (2009). Lisboetas foi o primeiro documentário português a estar três meses consecutivos em cartaz no circuito comercial e detém ainda hoje o recorde de espectadores por sala de cinema.

Comentários
«Sérgio Tréfaut manifesta uma capacidade ímpar de olhar para outras culturas, observando-as e mostrando-as de tal forma que os espectadores dos seus filmes quase alcançam uma experiência pessoal dos mundos que ele visita... O material de que são feitas as lentes das suas objectivas é um assinalável humanismo cosmopolita. É um privilégio poder-se ver este cinema.»
Manuel Mira Godinho,Professor Catedrático no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa

«Magnífico»
Eurico de Barros, Diário de Notícias

«Um cemitério cheio de vida. Onde os vivos dormem com os mortos. E comem, e namoram, e têm filhos, e crescem, e vêem televisão.»
Ana Margarida Carvalho, Visão

«Algo próximo de um certo neo-realismo fantasista: aquela sequência em que o circo chega ao cemitério não podia vir de "La Strada", de Fellini?»
Vasco Câmara, Ípsilon


Dossier de imprensa
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Foi no dia 9 de Junho de 1995 que o Cineclube de Amarante promoveu a sua primeira sessão. Desde esse dia, com maior ou menor dificuldade, projectámos perto de 1000 filmes em mais de 1300 sessões. Efectuámos acções de formação, exposições, promovemos encontros com realizadores e actores, fizemos O Cinema ao Luar, trabalhámos em conjunto com as Escolas do Concelho e por aí adiante. Normal e nada de mais.
A partir daqui nada será igual.
A projecção digital é um facto. Até ao final do ano prevê-se que 99% das salas de cinema comercial estejam equipadas para a projecção digital. Inevitavelmente, deixa de haver cópias em 35mm (a película em que vemos os filme agora) e nós deixaremos de ter filmes para exibir. Falaremos deste assunto.
Adiante que o dia é de festa.
Para comemorarmos o 16º aniversário, na próxima 5ª feira, brindaremos (com espumante nacional, claro) na presença do realizador Sérgio Tréfaut que apresentará o seu último filme, A Cidade dos Mortos.
Peço-vos que dediquem uns minutos do vosso tempo a ver o site oficial do filmee apareçam para o ver, conversar com o Sérgio, comer uma fatia de bolo (produção caseira a cargo dos cineclubistas mais habilidosos) e beber um copo. A entrada é livre para todos.

Manuel Carvalho.

6 Maio - O Mágico (2 sessões: 15: 30 e 21:30)


Título original: L'illusionniste

De: Sylvain Chomet

Com: Jean-Claude Donda (voz), Eilidh Rankin (voz)
Género: Drama, Animação, Comédia
Classificação: M/12
Origem: GB/FRA
Ano: 2010
Cores, 79 min
Site


Se até aos anos 50 o "music hall" tinha um enorme peso no mundo do espectáculo, a partir dos finais dessa década, especialmente com a aparição do rock e das super estrelas da música, o interesse do público começa a mudar de direcção. E é assim que o nosso mágico percebe que a sua actividade como ilusionista está em perigo e que, se nada fizer contra isso, cairá na miséria como tantos outros artistas de renome. Por esse motivo abandona os grandes salões de Paris e segue o seu rumo em direcção à Escócia onde encontra Alice, uma rapariga muito especial que mudará toda a sua forma de viver. Um filme de animação realizado por Sylvain Chomet ("Belleville Rendez-Vous" nomeado para Óscar em 2004) a partir de um argumento original de Jacques Tati, escrito em 1956 em forma de uma carta a Helga Marie-Jeanne Schiel, sua filha bastarda. Nomeado para melhor filme de animação para os Globos de Ouro na edição de 2011 (cuja cerimónia decorrerá a 16 de Janeiro).

Jorge Mourinha, in PÚBLICO
O Mágico - Sim, Alice, a magia existe

A partir de um guião original de Tati, o autor de "Belleville Rendez-vous" animou uma pequena elegia melancólica sobre o tempo que passa. Poesia em movimento Convirá explicar desde já o essencial: o novo filme do animador francês Sylvain Chomet não é "Belleville Rendez-vous", apesar dos muitos pontos de contacto. E, apesar de se basear num argumento que Jacques Tati deixou por filmar, também não é o filme que Tati nunca chegou a fazer. "O Mágico" é outra coisa - um encontro a meio caminho dos dois universos, Tati sem ser Tati, Chomet sem ser Chomet, amalgamando elementos de ambos (e também da banda-desenhada clássica, com um perfume da "linha clara" francobelga) para construir uma pequena elegia melancólica sobre um tempo perdido para nunca mais voltar.
Faz sentido que assim seja: esta animação de aspecto caseiro e artesanal (apesar das evidências informáticas em vários planos) literalmente não pertence aos nossos tempos. Nem lhes quer pertencer.
Nostálgica, mas nunca serôdia, tem um respeito imenso pelo trabalho de Tati, mas está mais próximo do realismo dos "Angry Young Men" britânicos - e sobretudo de filmes como "The Entertainer" (1960), o clássico de Tony Richardson sobre um artista de vaudeville (Laurence Olivier) em decadência.
Também o ilusionista do título, o sr. Tatischeff (com os traços de Tati e usando o seu verdadeiro apelido), é uma relíquia de um passado moribundo, neste final dos anos 1950 em que os teatros de music-hall estão cada vez mais vazios e são as bandas rock que começam a arrastar audiências. Mas, num espectáculo de ocasião numa ilha escocesa, descobre uma fã na adolescente que trabalha na estalagem onde ficou alojado.
Alice deixa-se seduzir pela magia do "país das maravilhas" que o sr. Tatischeff parece convocar por milagre (não por acaso, há um coelho rezingão que rouba o filme sempre que aparece e sublinha a ligação pontual a Lewis Carroll), e acompanha-o até Edimburgo, onde desabrocha para a vida ao mesmo tempo que o ilusionista compreende que a magia que ele cria já não tem lugar no mundo moderno.
É essa magia que Chomet recria apaixonadamente em "O Mágico", convocando o espírito de Tati a cada momento. Mesmo que seja evidente que, aqui e ali, o mestre teria explorado os gagues de maneira diferente, mesmo que se sinta que a história é demasiado frágil para sustentar uma duração de longa-metragem, percebe-se que Chomet não quis substituir-se a Tati nem fazer um "filme à maneira de"; em vez disso, há um encontro de universos que, de qualquer maneira, já estavam bastante sintonizados (Tati já estava omnipresente em "Belleville Rendez-vous"), aqui mais do lado assumido de uma homenagem sentida e sensível, da vontade de não deixar que a sua memória se perca e que a sua magia desapareça. Tarefa quase impossível que, contra todas as expectativas, o realizador francês leva a bom porto: por 80 minutos, Tati está ali, à nossa frente. Não em carne e osso, mas em espírito. E o impossível acontece. Afinal, a magia sempre existe.

Outros textos

12 Junho - 15º Aniversário do Cineclube


Caros amigos,

Em Junho de 1995 queríamos*:

a) Fazer renascer o hábito de ver cinema em Amarante, desmistificando a ideia da impossibilidade deste tipo de projectos fora dos grandes centros urbanos;
b) Evitar a crescente desertificação da cidade por falta de alternativas culturais;
c) Rentabilizar, em prol da cultura, o apoio concedido pela Câmara Municipal;
d) Criar um cineclube que possa conduzir à ideia de que a obra de arte se torne semente do futuro, mola impulsionadora de uma visão nova das coisas, de um novo pensamento, de uma estética cinéfila, de uma nova formação cultural.

Se o Cineclube que pretendemos criar, puder ajudar a essa percepção e ao enriquecimento interior, ficaremos um pouquinho orgulhosos. Mesmo com imodéstia.

* excerto do folheto distribuído nas primeiras sessões do Cineclube de Amarante.

15 anos depois ainda cá andamos. Depois de exibirmos, em programação normal e ciclos temáticos, mais de 900 filmes, em mais de 1.250 sessões. Depois de realizarmos acções de formação, exposições, promovermos encontros com realizadores e actores, extensões de festivais de cinema, participarmos activamente em seminários, colóquios e encontros sobre cinema, marcarmos presença regular nos festivais e iniciativas de carácter cultural e cinematográfico. Depois de vários anos com a iniciativa Cinema ao Luar. Depois disto, alguma coisa deve ter ficado.


Sombras, um filme sonâmbulo

28 Maio - SIGNIFICADO a música portuguesa se gostasse dela própria + B Fachada



Tiago Pereira mostra em Amarante os seus últimos filmes.

SIGNIFICADO
Pode dizer-se que é um “work in progress”. Originalmente pensado e concebido para um “trabalho-encomenda” proposto pela Associação Cultural d’Orfeu, localizada em Águeda, cujos fundadores são 4 irmãos (os irmãos Fernandes) músicos, para celebrar os seus 15 anos de existência.
Este projecto consiste numa recolha/escolha intensiva de testemunhos, sons e canções tradicionais portugueses. Com este legado, Tiago Pereira, resume-se a uma combinação estruturada de questões levantadas sobre a sua evolução e sua cristalização, a sua reinvenção e as suas dúvidas, os seus mitos e as suas interrogações: “como seria a música portuguesa se gostasse dela própria?”. Enfim, podemos ser conduzidos numa viagem à contemporaneidade da música tradicional portuguesa.
Tem a participação de vários músicos, tais como: Vítor Rua, Carlos Guerreiro, os irmãos Fernandes (Luís, Artur, Bitocas e Rogério), Júlio Pereira e, ainda, a artista Joana Vasconcelos.

8 Maio (sábado) - Extensão IndieLisboa: My childhood + My ain' folk


My childhood, de Bill Douglas
Grã -Bretanha
1972
PB, 45 min




My ain’ folk, de Bill Douglas
Grã -Bretanha
1973
PB, 55 min


O escocês Bill Douglas (1934 -91) realizou nos anos 70 uma obra breve e de grande qualidade artística. Realizados a preto e branco, num estilo sóbrio e intenso, em que alguns viram ecos de Bresson, MY CHILDHOOD (que recebeu o Leão de Prata no Festival de Veneza) e MY AIN FOLK formam as duas primeiras partes do que viria a ser uma trilogia autobiográfica sobre a sua infância e adolescência. Douglas fez questão de usar os mesmos actores para retraçar a sua infância num meio proletário, na Grã -Bretanha dos anos 40. São dois filmes austeros do ponto de vista formal, mas também de grande força emocional, na sua evocação sem sentimentalismos de uma infância num mundo hostil. Um importante realizador a (re)descobrir.

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7 Maio - Extensão do IndieLisboa: La Mujer sin pinao + Cocoon (Grande Prémio Curtas-Metragens)


Cocoon, de Till Kleinert
Alemanha, França
Ano: 2009
Cores, 7 min


Uma história de crescimento filmada com enorme intimidade, que trará à memória a importância de um novo corte de cabelo numa adolescente.



La Mujer sin Piano, de Javier Rebollo
Espanha, França
2009
Cores, 95 min


Retrato de uma dona-de-casa anónima no princípio do século XXI, em Madrid. A protagonista (Carmen Machi) é casada e para ela nada se compara à satisfação íntima de ver servido um prato fumegante a horas, ao almoço. O filme mostra 24 horas do seu quotidiano doméstico, profissional e sexual (num dia muito especial, o de 16 de Março de 2003, quando o então primeiro-ministro espanhol José María Aznar posou para a fotografia nas Lajes, junto com George W. Bush, Tony Blair e, claro, Durão Barroso). Carmen foge desta vida uma noite e o filme conta o que acontece nesse período de tempo: alguns dirão que reflecte a alienação de uma dona-de-casa, mas no fundo do que esta história trata da reinvenção de uma mulher à beira da menopausa, que não tem amigos nem vida social. Dedicou a sua vida à família, não se acha bonita, detesta o seu próprio cabelo… e desliza na estranheza da noite. Porque quando cai a noite, nasce um novo mundo divertido, obscuro e absurdo. A segunda longa-metragem de Javier Rebollo, cineasta madrileno iconoclasta, é um filme impregnado de melancolia.

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16 Abril - Arena + Taking Woodstock


Título original: Taking Woodstock

De: Ang Lee

Com: Henry Goodman, Edward Hibbert, Imelda Staunton
Género: Comédia, Musical
Classificação: M/16
Origem: EUA
Ano: 2009
Cores, 110 min


EUA, finais dos anos 60. Elliot Tiber (Jake Teichberg) vê-se em maus lençóis quando percebe que os seus pais estão à beira da falência e prestes a perderem o velho motel da família. Quando sabe que, numa cidade próxima, os habitantes fazem de tudo para frustrar os planos dos organizadores de um certo festival hippie, encontra aí a grande solução para o seu problema. Elliot decide arrendar para o evento o enorme espaço junto ao minúsculo motel. O que ele não poderia imaginar é que aquela decisão o iria tornar parte da história e que a sua pequena cidade se tornaria no centro do universo para as mais de 500 mil pessoas presentes. E depois, para o mundo...
Realizado por Ang Lee, o filme recria os factos reais que permitiram a realização do festival de Woodstock em 1969.

A abrir a sessão, "Arena", curta-metragem de João Salaviza centrada em Mauro, um rapaz que vive em prisão domiciliária, confinado a um espaço e ao tempo da sua pena. "Arena" ganhou a Palma de Ouro para a curta-metragem no Festival de Cannes de 2009.




João Salaviza explica "Arena" em seis passos (vídeo)

Luís Miguel Oliveira in PÚBLICO, 16 de Setembro de 2009
Sonho hippie
Um Woodstock de "sonho", muito plastificado (até a lama parece limpinha) e muito estereotipado.
Depois de um interlúdio em solo natal ("Lust, Caution", rodado em Taiwan) Ang Lee voltou aos EUA para o seu primeiro filme americano pós-"Brokeback Mountain". O título não engana, "Taking Woodstock" refere-se mesmo ao apogeu "peace & love" dos "sixties" e ao concerto de que agora se assinala o quadragésimo aniversário. O argumento baseia-se no livro autobiográfico de Elliot Tiber, que em 1969 era um jovem e empreendedor filho de estalajadeiros da zona de Woodstock, e foi um elemento importante na cadeia organizativa do festival, mesmo sem perceber bem onde estava metido. O Tiber do filme, pelo menos na interpretação de Demetri Martin, atravessa "Taking Woodstock" como uma silhueta, no fundo, e apesar da sua acção é uma testemunha daquela avalanche de "contracultura" que ele observa com estranheza. Há um lado "sirkiano" em Ang Lee, na maneira como olha para os americanos e para as suas "imitações da vida", e sem dúvida que esse lado está presente em "Taking Woodstock", reflectido num ambiente e num acontecimento muito específicos. Até por isso, não custa ver no protagonista e na sua estranheza (muito "clean": é relutantemente que, perto do fim, lá experimenta a sua primeira pastilha de LSD) uma projecção do cineasta, um asiático (que tinha 15 anos em 1969) a filmar a sua distância, não importa quão simpática, para com os "sixties" americanos. A coisa mais interessante está mesmo aí, no corpo estranho que é Tiber (assim como boa parte dos colaboradores locais) dentro daquela agitação toda, e na maneira "lateral" como o festival vai sendo seguido - como um rumor, um eco, música ouvida ao longe (Janis Joplin, por exemplo), que nunca se chega a materializar. E quando se vê o palco, sempre de longe, é como "coisa sonhada", pontinhos de luz colorida recortados no céu nocturno, feérie irreal. Não por acaso, a seguir vem a cena do LSD.
Lee precisava de ser mais "sirkiano" (e ter também um lado vindo, digamos, de Tati) para ir além disto. A procura da reconstituição mimética (a peruca de Michael Lang, o organizador-mor, é inacreditável) soa mais a falso do que ao realismo desejado, mas OK, isto é mais teatro do que outra coisa. Só que o artifício se esgota em si próprio, numa agremiação de "tipos" sem profundidade (o "travesti" de Liev Schreiber, o traumatizado veterano do Vietname a cargo de Emile Hirsch), bonecos da contracultura, "marionetas de época" - se em mais do que um sentido Woodstock foi a sua própria caricatura (basta ver o documentário de Michael Wadleigh), Ang Lee simplifica-a, fazendo um "cartoon", um desenho animado. Acrítico (é o "fenómeno") e edificante, propriamente beato, ou não fosse, no fim de contas, mera rima para o processo "libertador" do protagonista. Consciente do seu Woodstock de "sonho", muito plastificado (até a lama parece limpinha) e muito estereotipado (aquele casal "hippie" da cena do LSD...), Ang Lee põe no final Michael Lang a falar do seu projecto seguinte, um festival na California com os Rolling Stones, obviamente Altamont. Ou alter-ego, o alter-ego assassino de Woodstock, a expressão da densidade e das contradições dos "sixties" americanos que aqui Ang Lee prefere ignorar em favor de uma visão beatífica.

19 Fevereiro - Sobre água, Quatro curtas-metragens de ficção




Crime Abismo Azul Remorso Físico
Corrente
Arca d`Água
Ciel Etaint

De: Edgar Pêra,Rodrigo Areias, André Gil Mata, e François-Jacques Ossang
Com a presença dos realizadores Rodrigo Areias e André Gil Mata.

"Fazer filmes começa numa obsessão de criação colectiva. É uma vontade que nos ultrapassa. E quando todas as condicionantes financeiras e de meios parecem ser gigantes e impeditivas de levar a cabo essa vontade, a solução é reunir o bando e partir para a luta.

Assim tem sido em ficção, animação e documentário, longas e curtas e assim será ciclicamente até que a necessidade de sobrevivência se sobrepõe à necessidade de criação. Mas rapidamente tudo volta ao normal... a prioridade de fazer filmes prevalece.

Esta sessão agrupa quatro filmes que partilham uma forma de criação e produção semelhante, independentemente do orçamento de cada um destes filmes ser radicalmente diferente. Agrupa duas gerações de realizadores diferentes que partilham as mesmas angústias, a mesma vontade de filmar, de não perder o poder mágico da película, de partilhar visões poéticas do nosso mundo.

Escolhi estes quatro filmes pela convergência temática, e por serem filmes marcantes em mais uma fase do nosso processo enquanto colectivo."
Rodrigo Areias – Bando à Parte.



A curta metragem “Crime Abismo Azul Remorso Físico” constitui a convergência de dois olhares: o do pintor, Amadeo de Souza-Cardoso, e o do realizador, Edgar Pêra. Olhares que aproximam temporalidades distintas.
Não há uma história linear, há fragmentos de histórias, de imagens em movimento, que se entrecruzam e nos interpelam.
Os quadros de Amadeo de Souza-Cardoso são objectos vivos, dinâmicos nos seus volumes, formas e intensidades cromáticas. Neles, o tempo sente-se – tal como o entoar ritmado do coração – e a pintura emerge como hierofania do artista. O tempo move-se quer nas telas, quer nas fotografias e postais esvoaçantes no largo de S. Gonçalo. Foi esta ideia de dinamismo intrínseco à Criação (do Pintor e do Realizador) que Edgar Pêra privilegiou.
O rio Tâmega transporta as memórias passadas e os desejos futuros. Através dele somos introduzidos na família do Pintor, percorremos a corrente (procissão) da fé, viajamos entre as nuvens, saboreamos o vento, lançamo-nos por entre o fogo de artificio. E se a Vida fosse de um colorido irresistível, tal como a esplanada a tela de Amadeo? Mas não é. O princípio de prazer raramente coincide com o princípio da realidade.
Continuamos descendo o rio por entre a denúncia de pesar do Pintor face a um poder económico que sufoca a divulgação da sua obra. Desejo profundo, comum a qualquer mortal, partilhado até pelo Sr. José Emídio! E a corrente serve também para evidenciar o patriotismo epidérmico ou o fanatismo pelo futebol.
Ora musa inspiradora, ora lugar cativo de aspirações transatlânticas, Amarante é uma cidade de dicotomias. E o Tâmega com a sua água, surge como vislumbre natural, com que se inicia e se fecha o filme. Não é só o elemento co-natural ao(s) Amarantino(s). É um misto de Alma Mater - de substância purificadora-, mas também de cárcere das aspirações e do próprio tempo.
Paradoxal?
Tal como a Vida. Tal como o(s) olhar(es) de Vanguarda destes Artistas.
Elsa Cerqueira, Cineclube de Amarante

13 e 14 Novembro - Dois filmes de Manuel Mozos e conversa com o Realizador


2009 tem sido um ano bom para o realizador lisboeta Manuel Mozos: o documentário “Ruínas” foi premiado em festivais portugueses e estrangeiros, o filme “4 Copas” estreou-se no circuito comercial e houve ainda oportunidade para a realização e estreia de um novo documentário sobre a fadista Aldina Duarte (“Aldina Duarte: Princesa Prometida”).
Paralelamente, Manuel Mozos tem sido objecto de várias retrospectivas um pouco por todo o país, o que contribui para se consolidar como um dos nomes mais interessantes do novo cinema português, depois de uma carreira iniciada em 1989.
A convite do Cineclube de Amarante, Manuel Mozos estará este fim-de-semana na cidade para assistir à projecção de dois filmes seus: “4 Copas” e “…Quando Troveja”.
“4 Copas”, que será exibido no dia 13 às 21h30, conta com João Lagarto, Filipe Duarte, Rita Martins e Margarida Marinho nos principais papéis e retrata a história de um estranho triângulo amoroso que se desenrola em Lisboa.
“…Quando Troveja”, um filme de 1999, passa pela segunda vez no ecrã do Cineclube de Amarante. Trata-se de uma história de desencontros amorosos, de contornos sobrenaturais, e que poderá ser vista no dia 14, às 17h00.
No final das sessões o público terá a oportunidade de dialogar com Manuel Mozos e perceber a forma como um realizador vê a criação artística e o cinema em Portugal.



13 Novembro, 21h30 - 4 Copas

Título original: 4 Copas

De: Manuel Mozos

Com: Margarida Marinho, João Lagarto, Rita Martins, Filipe Duarte
Género: Drama
Classificação: M/12
Origem: Portugal
Ano: 2008
Cores, 104 min

Depois de "Xavier" (1992) e "Quando Troveja" (2002) e "Ruínas" (ainda não estreado), Manuel Mozos regressa aos cinemas com esta longa-metragem de ficção, com a cidade de Lisboa como pano de fundo, sobre pessoas comuns que vivem e partilham problemas comuns.
Diana (Rita Martins), a entrar na idade adulta, vive despreocupadamente as suas aventuras amorosas. Mora com o pai (João Lagarto), um homem tranquilo e pouco exigente, e com a madrasta Madalena (Margarida Marinho), uma mulher frustrada e viciada no jogo. Um dia descobre que Madalena trai o seu pai com Miguel (Filipe Duarte), um segurança muito atraente e mais jovem, que dá aulas de escalada nas horas vagas. Com o intuito de salvar o casamento do seu pai, Diana aproxima-se de Miguel. Mas acaba por descobrir o amor...

Luis Miguel Oliveira, in PÚBLICO, 20 de Agosto de 2009
Gostar de personagens

O filme de Manuel Mozos tem a capacidade de se confundir, a cada momento, com um infinito amor pelo seu conjunto de personagens, que é de resto a principal razão da sua existência.
Nem todos os filmes, e na verdade não é assim uma coisa tão comum, estão interessados em gostar das suas personagens. E muito poucos querem, e sabem, mostrar a cada plano o amor que têm pelas suas personagens. A reduzirem-se - tarefa ingrata - as virtudes de "4 Copas" a uma só, essencial, fique-se com essa: a capacidade que o filme tem para se confundir, a cada momento, com um infinito amor pelo seu conjunto de personagens, como se fosse ele a guiá-lo, e declará-lo a principal razão da sua existência. Doce mesmo quando é implacável (o plano em que João Lagarto adormece antes de a mulher, Margarida Marinho, se deitar, e assim com um pacífico ressonar se mostra um casamento em falência técnica), terno mesmo quando é severo (a bofetada de Lagarto na filha, Rita Martins), "4 Copas" é um filme que parece feito para ele próprio, o filme, ficar a ver as suas personagens, ver o que elas fazem e como elas sentem, às vezes envergonhado com as suas falhas de carácter (os planos com Marinho, viciada no jogo, a rebaixar-se para conseguir algum dinheiro emprestado), outras orgulhoso das suas virtudes (a cabeça erguida, o peito cheio de ar, de João Lagarto na cena a seguir ao divórcio), mas sempre devotado. A verdade é que, como ensinou um velho cineasta francês, todos têm as suas razões, e é isso que torna a escolha difícil. Ou impossível: mesmo quando as personagens estão já todas zangadas umas com as outras (as três citadas mais a de Filipe Duarte), e não há um plano que possa conter duas delas ao mesmo tempo, o filme - e é talvez a sequência mais bonita - entra num vai e vem a saltar de umas para as outras, planos curtos sobre planos curtos, quase sem "avançar" coisa nenhuma, como se fosse só para conseguir estar com todas em simultâneo (e também para se descansar, e confirmar que elas são fortes, e se aguentaram durante o tempo em que a câmara as abandonou).
Isto é uma questão de olhar, na verdadeira acepção da palavra, e juntamente com este tipo de dramaturgia sussurrada, num tom menor (como todo o tom menor, uma questão de estilo, e de estilo clássico) que reflecte o esbatimento de uma inquietação numa resignação (redentora ou não), a marca distintiva do cinema de ficção de Manuel Mozos (embora fosse interessante defender que também se encontram estas exactas características num filme como "Ruínas"). "4 Copas" conta uma história "comum" como em "Xavier" ou no malfadado "Um Passo, Outro Passo e Depois...". Talvez não fosse tão "comum" a de "...Quando Troveja" mesmo se "4 Copas" conserva dele alguns ecos muito directos - Diana (Rita Martins), a miúda com nome de deusa da caça que para remendar o casamento do pai se põe a seduzir o homem que lhe seduziu a mulher, é um pouco como os "duendes" que nesse filme cuidavam da vida amorosa de Miguel Guilherme. Tornando-se a força motriz da história (espécie de pequena "metteuse en scène"), é também a personagem mais enigmática - nela coexistem a candura e a perversidade, mas as doses de uma e de outra coisa são cuidadosamente camufladas.
Gostar das personagens também implica respeitar-lhes o mistério. E, inevitavelmente, gostar dos actores. Dos secundários (a florista de Cristina Alfaiate, o "espanhol" de Vítor Correia) ao quarteto de "copas": a adolescente de Rita Martins é impecável, Filipe Duarte dá ao seu segurança de centro comercial o tom devidamente "sacudido" (ora por uma mulher ora por outra), João Lagarto empresta à sua personagem uma irrepreensível dignidade apardalada, e Margarida Marinho tem os modos cansados e vagamente assustados da Eleonora Rossi Drago dos filmes de Zurlini.



14 Novembro, 17h00 - Quando troveja

Título original: Quando troveja

De: Manuel Mozos

Com: Miguel Guilherme, Elsa Valentim, José Wallenstein, Isabel de Castro
Género: Drama
Classificação: M/12
Origem: Portugal
Ano: 1998
Cores, 92 min

A relação de António e Ruth termina inesperadamente. Ruth vai viver com Pedro, o melhor amigo de António. António, desesperado, deixa-se esmagar pelas suas próprias fraquezas. Mas, do bosque, surgem dois estranhos seres, Violeta e Gaspar, que vão interferir na vida de António.

10, 11 e 12 Agosto - Cinema ao Luar

Sessões às 22h00 horas, nos Claustros da Câmara Municipal de Amarante

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O Cineclube de Amarante retoma a iniciativa Cinema ao Luar interrompida em 2007.
Na 1ª noite teremos um filme-concerto. Filme imperdível e muitas vezes citado como um dos melhores filmes da história do cinema.
Na 2ª noite e como prometido: o grande vencedor dos Óscares deste ano.
Na última noite, um filme de animação.
(Estes 2 filmes serão exibidos em cópia de 35 mm.)


12 de Agosto, 4ª-feira, 22h
WALL-E


Título original: Wall-E
De: Andrew Stanton
Género: Animação, Comédia
Classificação: M/6
Origem: EUA
Ano: 2008
Cores, 98 min
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11 de Agosto, 3ª-feira, 22h
Quem quer ser bilionário?


Título original: Slumdog Millionaire
De: Danny Boyle e Loveleen Tandan
Género: Drama
Classificação: M/12
Origem: EUA/GB
Ano: 2008
Cores, 120 min
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10 de Agosto, 2ª-feira, 22h
Pamplinas Maquinista - Filme Concerto


Título original: The General
De: Buster Keaton e Clyde Bruckman
Género: Comédia
Classificação: M/6
Origem: EUA
Ano: 1926
PB, 75 min

Musicado ao vivo por Nikouala
O projecto Nikouala destina-se à composição de temas e ao trabalho de sonoplastia inerentes à criação de bandas-sonoras originais. Os dois membros do projecto operam em conjunto para experimentar abordagens pessoais da música, mas também os tipos de som que deverão ser adaptados às necessidades de um projecto específico. Nikouala tem trabalhado desde 2005 com teatro e cinema, estando agora a desenvolver uma maior experimentação com a live performance e as artes plásticas.
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8 e 22 Julho - Ciclo de Cinema - Debate


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Na Casa da Cultura e da Juventude, nos dias 8 e 22 de Julho, pelas 22 horas, “temos encontro” com filmes especiais, seguido de debate/conversa/tertúlia.

Uma parceria entre o Cineclube de Amarante e a Casa da Cultura e da Juventude, trata-se de uma iniciativa à volta do Ambiente e da Alimentação Biológica.



Dia 22, 4ª feira, 22h, Casa da Cultura e Juventude
O Segredo de um Cuscuz

Título original: La Graine et le Mulet
De: Abdel Keniche
Género: Drama
Classificação: M/12
Origem: França
Ano: 2007
Cores, 151 min
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Entrada livre


Na Casa da Cultura e da Juventude, no dia 22 de Julho, pelas 22 horas, temos um segredo a desvendar, com um filme muito especial, seguido de debate: “O segredo de um cuscuz” de Abdellatif Kechiche. Uma parceria com a Casa da Cultura e da Juventude.


Desengane-se aquele que pensa que Cuscuz é apenas o título do filme ou um petisco gastronómico originário do Magreb. É muito mais do que isso: é o núcleo agregador de uma teia de relações humanas repletas de amor e desamores, de amizade e de cumplicidade, mas também de ódio e xenofobia. Através da personagem central, Slimane, o realizador confronta-nos, sempre de forma ambivalente, com uma multiplicidade de questões inerentes à existência: as condições precárias dos imigrantes e dos seus descendentes à sua capacidade de resistência (económico-socio-cultural); da jovialidade à velhice. E porque a existência não é linear nem admite receituário, a ambiguidade do título é hiperbolizada na alternância das cenas finais: da dádiva do amor à heroicidade de um sexagenário que se recusa deixar de sonhar. Porque a utopia não tem idade, mas a idade poderá não resistir à utopia...
Elsa Cerqueira
Mais sobre o filme


Dia 8, 4ª feira, 22h, Casa da Cultura e Juventude

Home - O Mundo É a Nossa Casa

Título original: Home
De: Yann Arthus-Bertrand
Género: Documentário
Classificação: M/6
Origem: França
Ano: 2009
Cores, 120 min
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Entrada livre

"Em 200 mil anos de existência na Terra, o Homem quebrou o equilíbrio do planeta. Aquecimento global, extinção de espécies, recursos a esgotarem-se. Mas é tarde demais para o pessimismo: o homem tem apenas dez anos para inverter a tendência, ter consciência da exploração desmedida das riquezas do planeta e alterar as suas formas de consumo."

Este filme teve a particularidade do seu lançamento ter sido feito, no dia 5 de Junho – Dia Mundial do Ambiente - em simultâneo, nas salas, em DVD e num canal de televisão [RTP2]. Vamos ver, então, a cópia em DVD na esplanada da Casa da Cultura e da Juventude. Como diz o realizador: “É tarde de mais para ser comodista”. Apareçam...nem que chova!

9 Junho 2009 - 14º Aniversário do Cineclube




Sessão especial: Apresentação Filminho 2009
Terça-feira, 9 de Junho, 21h30, Entrada livre



Caríssimos,

Junho. Na 6ª feira, dia 5, temos Bombos em Amarante e, como é habitual, não temos filme programado para esse dia.

Mas Junho é também o mês de aniversário do Cineclube de Amarante (CA).

O CA faz, no próximo dia 9, 14 anos de existência. Efectivamente, o primeiro filme – Forrest Gump – foi exibido a 9 de Junho de 1995.

Recordo.O CA é uma associação sem fins lucrativos vocacionada para a promoção e divulgação da cultura cinematográfica e crê prestar uma inalienável e insubstituível função à comunidade amarantina. Não só por se assumir como único exibidor de cinema na cidade, mas, sobretudo, por procurar manter um nível elevado de qualidade, evidente na selecção e projecção dos filmes apresentados. Versátil na sua programação, o CA procura cativar todos os (potenciais) espectadores: do cinema de autor, a filmes mais comerciais (como os premiados pelos Óscares), passando pelo cinema infantil. Outras iniciativas, como conferências, debates com realizadores, cinema ao luar, testemunham a matriz impulsionadora e o carácter dinâmico das actividades do CA (pronto, não tão dinâmico como podia - e devia? - ser….)

O que interessa é que durante este período, exibimos, em programação normal e ciclos temáticos, quase 1000 filmes, em mais de 1.300 sessões. Realizámos acções de formação, exposições, promovemos encontros com realizadores e actores, participámos activamente em seminários, colóquios e encontros sobre cinema, marcamos presença regular nos festivais e iniciativas de carácter cultural e cinematográfico.

Esta breve (espero) introdução para pedir a vossa particular atenção ao convite para a noite de 9 de Junho. Teremos bolo e espumante. Parece-me que – e apesar de – temos razões para comemorar. Apareça quem quiser. São todos bem vindos.

Manuel Carvalho

Convite


O Filminho é a Festa do Cinema Galego e Português, realizada simultaneamente em V. N. Cerveira e Goian (Tomiño), exibindo filmes de criadores-realizadores tanto portugueses como galegos. A particularidade deste festival radica na projecção dos filmes em competição em salas de ambos os lados da fronteira.

Como afirma André Martins, Director do Filminho, “é a magia da imagem que é celebrada”. E acrescentamos: E a magia (da imagem) porque se furta à clausura de espaços rígidos, sejam físicos ou mentais, é trans-fronteiriça. Porquê? Porque o Cinema é/deve ser manifestação desinteressada – no sentido kantiano – do Artista. Nesta medida é hierofania de uma singularidade criadora que aspirando à consagração (aceitação/rebelião?) universal se eleva, paradoxalmente, ao universo da trans-subjectividade. Como fim em si mesmo, o Cinema desvela-se enquanto Arte do vísivel, ou do sensível Absoluto. Mas também do Invisível. Do que não é imediatamente perceptível.

No dia 9 de Junho, o Cineclube de Amarante faz 14 anos de Existência. A Direcção do Cineclube decidiu comemorar o aniversário com Imagens. Imagens em movimento. Imagens partilhadas.Assim, exibirá 5 curtas-metragens, projectadas no Filminho de 2008, contando com as presenças do Director do Filminho, André Martins, do Programador português do Filminho, Paulo Martins e de um realizador (a aguardar confirmação de qual dos 5 estará presente. Só um que não há dinheiro para mais!!!).

Venha celebrar connosco a “Magia da Imagem”

A existência/resistência do Cineclube de Amarante

5 Curtas-metragens:

Ossudo
, de Júlio Alves, Animação, Portugal, 2007, 14'
Cousas do Kulechov, de Susana Rey, Experimental, Galiza, 2008, 21'
Antes de Amanhã, de Gonçalo Galvão Teles, Ficção, Portugal, 2008, 25'
Os Señores do Vento*, de Xurxo González, Documentário, Galiza, 2008, 10'
Deus Não Quis, de António Ferreira, Ficção, Portugal, 2007, 15'


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Fragmento do programa da Televisión Galega Onda Curta com uma entrevista aos "Señores do vento" e ao realizador, Xurxo González.